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Dor e Empatia - 4 lições para empresas

June 26, 2019

 

Eu quero te contar sobre uma pequena aventura que eu vivi e sobre como coisas simples podem trazer lições incríveis, se nos propormos a olhar tudo de forma diferente, claro.

 

Fiz essa linda trilha, chamada Lagoinha do Leste, na ilha de Florianópolis. Que lugar incrível! Quem não conhece, recomendo conhecer.

 

Como foi a trilha

 

Bom, foram quase 6 horas de muitas subidas, com muitas e muitas pedras e lama em lugares extremamente íngremes, de difícil acesso. Acontece que no meio do caminho (na ida), eu acabei torcendo o tornozelo! Na hora, percebi que foi uma torção forte, mas como dava pra continuar caminhando, decidi seguir. Doeu um pouco, mas continuei. Depois de um tempo, afffe, de novo, mais uma pisada em falso e outra torção, no mesmo pé! 😭😭

 

Decidi prosseguir mesmo assim, pois o pessoal estava num ritmo muito acelerado e eu não queria ficar para trás ou fazer as pessoas diminuírem o seu ritmo.

 

Quando finalmente chegamos na praia, eu estava só aliviada, querendo descansar. Eis que o pessoal se encontrava ainda mais animado e decidiu subir sem parar para subir mais um morro, o famoso Morro da Coroa, que é onde a vista é ainda mais espetacular.

 

E claro, a Day não poderia ficar para trás. Vamos? Claro, vamos!

 

Subimos o incrível morro, tão, tão íngreme, no sol do meio dia. De fato, a vista lá em cima é mesmo incrível!

 

Lá permanecemos por alguns minutos e logo descemos, tão rápido, mas o suficiente para dar mais uma torcida no mesmo pé. Gente, o pé parecia que tava solto ou era mesmo o receio de pisar que o deixara assim.

 

Finalmente demos uma parada na praia (ufa), tirei o tênis, senti a areia, respirei fundo, já planejando a volta. Depois de um tempo, começamos a nos aprontar, calcei meu tênis e quando me levantei, meu Deus! Quando coloquei o tal pé no chão, doía muito! Eu mal conseguia apoiá-lo no chão. Me desesperei com a ideia de que ainda teríamos quase 2 horas de caminhada íngreme pra voltar e com o fato de que não havia realmente nenhuma outra opção de transporte!

 

Não foi fácil! Tive que caminhar bem lentamente, pensando em cada passo e lidando com o medo de torcer o pé novamente. Nessa hora, não existia mais a possibilidade de me preocupar em ficar para trás, eu precisava respeitar a minha dor e assim fiz.

 

Eu contei com o apoio de um amigo (famoso Djoko) que é uma das pessoas mais empáticas que já conheci na vida. Ele ficou ao meu lado todo o tempo, acompanhando cada passo e literalmente sentindo minha dor. Ele até insistiu em me carregar (mas eu disse que não ia funcionar. Não ia mesmo!).

 

Um passo, dor, mais um passo e ainda mais dor. Assim fui seguindo, passo a passo, ao som dos incentivos do Djoko e suas constantes perguntas sobre o que ele poderia fazer para me ajudar.

 

Com 1/3 do caminho percorrido, encontramos um grupo, paro novamente para descansar um pouco, eles se solidarizam e alguém saca um remédio para dor. Nossa, aquilo foi uma ajuda que veio quando eu nem esperava!

 

Tomei o bendito 😇 comprimido e na metade do caminho eu já conseguia pisar um pouco melhor. É uma sensação tão boa sentir, mesmo que de leve, o alívio de uma dor, não é mesmo? E assim, segui, com menos dor, tentando me concentrar no fato de que, apesar de ainda sentir o desconforto, poderia estar muito pior.

 

Depois de mais 2 horas, finalmente chegamos ao fim e encontramos mais 2 amigos que nos esperavam pacientemente. Foi aquele mix de alegria e alívio. Ufa! Nem acreditava que aquela tortura havia acabado. Apesar da dor, eu estava tão feliz por ter conseguido! Assim, terminei o dia! 🤩🤩🤩

 

Bom, quem me conhece, sabe que eu adoro tirar uma lição de tudo, então vamos lá.

 

 

 

 

4 lições aprendidas (reforçadas):

 

1. O que demonstramos, pode ser bem diferente daquilo que sentimos.

 

- Quem só vê as fotos, não imagina a dor que eu estava sentindo.

 

Acontece também em várias situações na vida. As redes sociais, por exemplo, estão repletas de sorrisos que escondem dores e necessidades. Pessoas que precisam de apoio, mas sofrem e lidam sozinhas com suas adversidades. O mesmo ocorre nas empresas em que expor fraqueza é mal visto e por vezes, intolerado. O que acontece é que, se não nos abrirmos e revelarmos o que passa por dentro de nós, o outro pode não saber e consequentemente acaba não conseguindo nos ajudar. Precisamos melhorar nosso concepção de equipe e de fato, nos apoiarmos e nos libertarmos de máscaras. Só assim, abriremos caminho para mudanças.

 

2. Receber empatia é fundamental.

 

Olha, não foi fácil percorrer esse longo caminho com dor, mas certamente seria muito mais difícil se eu não estivesse ao lado de alguém tão paciente e amável. Ouvir palavras de cuidado e incentivo me fortaleceu e me fez prosseguir.

 

Da mesma maneira, quando estamos com dificuldades no trabalho, não ajuda ter alguém te pressionando e sendo impaciente. Muitas empresas ainda atuam nesse lema de que é pressionando que o resultado vêm e ignoram completamente as necessidades e sentimentos dos colaboradores. Isso parece funcionar, mas não dura e no fundo, você apenas cria alguém que na primeira oportunidade abandonará aquela situação.

 

3. O apoio pode vir de onde não esperamos.

 

Aquele comprimido oferecido por um desconhecido, foi parte da minha salvação. Eu fiquei tão feliz, que mal sabia como agradecer e deixar claro o quanto aquilo era importante.

 

Muitas vezes iremos contar com apoio de pessoas que nem imaginamos que poderiam nos ajudar. Mas para isso, precisamos nos conectar, conhecer pessoas diferentes, perguntar sobre elas e falar sobre nós mesmos. Quantas pessoas que trabalham juntas há anos na mesma empresa e que mal se conhecem? Temos uma tendência de criar panelinhas e por isso deixamos de gerar diversas conexões e nos desenvolvermos. A competição excessiva, as falhas de comunicação com erros de interpretação propiciam e muito esse cenário. As pessoas precisam falar na mesma língua e estar em ambientes que incentivem a integração, para se conectarem e juntas, serem o remédio uma da outra em suas melhores versões. 

 

4. Ignorar o que acontece com você ou com o outro, não fará com que aquilo deixe de existir!

 

Ou que não venha a incomodar mais tarde! Quando machuquei na primeira vez, eu mal

 

parei para ver o que tinha acontecido. A vontade de seguir e não ficar pra traz era maior.

Muitas e muitas vezes não paramos para pensar no quanto que a corrida desenfreada por resultados pode impactar áreas e pessoas. Seguimos cegamente gerando danos e os deixando por resolver pelo caminho. Precisamos aprender a analisar os danos causados por nossas atitudes e resolvê-los, assim que possível.

 

- Ah, Day, não tenho tempo de parar e resolver esses mal entendidos, discórdias entre equipes ou lidar com pessoas chateadas, precisamos focar no projeto e nos resultados.

 

Bom, eu posso te dizer que, não tratar uma torção e forçar uma caminhada, só piorou a minha situação. Tudo bem que eu não possuía muita opção, mas você certamente possui.

Parar, conversar e dar atenção aos "pequenos" problemas, pode ser uma maneira de evitar danos muito maiores. Danos que depois de um tempo você nem sabe onde começou. Converse com sua equipe e as ensine a lidar e resolver seus pequenos conflitos de imediato. Mantenha a cultura de parar tudo, analisar o cenário, reparar o que for preciso e depois prosseguir.

 

Subir uma montanha, de forma bem rápida, bater um recorde, ser o primeiro do mercado pode sim ser um objetivo, mas é preciso considerar necessidades humanas. Você as tem respeitado? As suas próprias e as dos outros? Está inserido ou criando um ambiente de trabalho que as respeita? Sua saúde mental e física estão em dia?

 

 

 

Muitas e muitas pessoas não estão realmente bem. Ignorar isso, não muda esse fato. Tudo tem se movido tão rápido, que por muitas vezes, eu me pergunto: ainda temos tempo de sermos humanos?

 

 

 

 

Day Louise é Especialista em Comunicação Interna Positiva. Desenvolveu (CIP - Day Louise), uma metodologia prática e imersiva para estimular ambientes de trabalho de comunicação mais clara, inteligente e positiva entre colaboradores, setores e lideranças. Ministra palestras, aplica cursos e jornadas de comunicação interna positiva em empresas de todo o Brasil. 

Saiba mais: www.daylouise.com.br  

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